Machado de Assis: O homem que se criou


"A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901).
Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa."
Trecho retirado da Academia de letras

O início da existência de Joaquim Maria Machado de Assis não foi dos mais tênues. Filho de um operário mestiço, o escritor perde a mãe muito cedo, é criado pela madrasta a qual se dedica ao garoto e o matricula na escola pública (essa foi um dos poucos ou o único sistema de ensino que frequentou). Além de ter um ensino comum a grande parte dos brasileiros, possuía certas deficiências como epilepsia, gagueira, além de uma saúde frágil. Ainda com todos esses desafios, Machado de Assis se emprega como vendedor de doces para ajudar a madrasta. O seu principal contato com os estudos se dá principalmente no colégio, lugar onde teve contato com alunos e professores e provavelmente assistia às aulas quando não trabalhava.

O seu empenho em aprender foi imprescindível para seu sucesso como escritor, quanto à história de sua juventude e adolescência não existem muitos dados precisos, porém conheceu uma senhora francesa, dona de uma padaria, na qual o forneiro lhe deu o princípio ao estudo da língua francesa, foi protegido pela proprietária da casa onde seus pais trabalhavam.

Aos 16 anos publica o seu primeiro trabalho literário: o poema Ela na revista Marmota Fluminense. Na livraria Paula Brito onde será colaborador efetivo. Um ano depois consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional e iniciará a escrita durante o tempo livre.

Quando participa efetivamente da mídia tipográfica, o escritor não largará mais os contatos que tivera, os jornais, revistas, editoras, os ilustres nomes ao qual foi apresentado: Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar, Gonçalves Dias, sua esposa de morte precoce também o apresentou à literatura portuguesa e inglesa, José Veríssimo. Fundará a Academia Brasileira de Letras anos mais tarde.

Tamanha grandeza literária não poderia surgir sem a vontade de aprender, mesmo quando as oportunidades são escassas. Então recorreu a si mesmo, ao autoaprendizado que sempre é difícil, tão raro que o Mortimer Adler definiu o Autodidata como aquele que "Gera a si mesmo".

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Fontes:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm…

http://www.releituras.com/machadodeassis_bio.asp
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Autor Roberto Tinée

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